Wagner Moura reinventa farsante verídico em ‘VIPs’

A um dia de lançar “VIPs – histórias reais de um mentiroso”, do diretor Toniko Melo, em 180 salas de cinema do país, o ator Wagner Moura nos releva que, assim como o personagem que ele interpreta no longa, Marcelo, penou para encontrar sua identidade quando adolescente.

- E quem disse que encontrei? Até hoje estou buscando quem eu sou. Se agora sou assim, imagine na adolescência! Era muito confuso, muito doido – confessa Wagner, hoje com 34 anos e o prêmio de Melhor Ator no último Festival do Rio no bolso, justamente por interpretar o famoso trambiqueiro Marcelo Nascimento da Rocha, também piloto de aviões.

Viu que até mesmo um dos atores mais queridos do cinema nacional enfrentou uma crise existencial braba na juventude? Ainda falando desta fase, o baiano brinca:

- Eu era problemático que nem o Marcelo do filme, só que sem ser tão emo. Passava por muitos conflitos internos, ouvia The Cure, Joy Division e todo esse rock inglês triste. Eu era meio sozinho. Na escolam, me chamavam de OVNI.

No filme, Wagner calça os sapatos de Marcelo Nascimento. Considerado o maior impostor do Brasil, o cidadão se fez passar por executivo de multinacional, piloto de avião e até chefe do tráfico. O ator, aliás, conta que ainda tem outro aspecto em comum com o personagem: adora aviação. Foi ele próprio quem pilotou a aeronave que aparece em diversas cenas do longa.

- Quando assisti a “Top Gun” fiquei com vontade de ser piloto. Na verdade, queria ser o Tom Cruise. Meu pai chegou a me levar em uma escola de cadetes para eu conhecer.

Para nossa sorte, a escola não estava aceitando novos alunos naquele ano e Wagner desistiu da carreira aérea!

Apesar de conter diversos episódios da vida de Marcelo – no mais famoso, ele se passa por um dos herdeiros da empresa de aviação Gol para assistir ao Carnaval de Recife de um camarote badalado -, Wagner deixa claro que o filme não é uma biografia, mas uma ficção:

- Quando eu estava lendo o roteiro, simplesmente esqueci que muitas daquelas coisas eram reais. Para mim, essa não é a história de um estelionatário, mas de um cara que está se buscando. E foi isso que me atraiu para o papel.

 

Fonte: G1

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