Peça Prima Donna estréia no teatro do Ibeu

  

A peça retrata os tormentos e o glamour encontrados em cada ensaio de uma companhia, mostrando os conflitos de uma grande Diva e diretor injustiçado, fatos e retratos do dia a dia corrido de ensaio. Prima Donna que teve sua primeira montagem em Fortaleza pelo Curso de Arte Dramática CAD, volta aos palcos de Fortaleza com um elenco iluminado e dinâmico.

 

APRESENTAÇÕES

Teatro do Ibeu realizada dia 20 de maio de 2017

            Em única apresentação, na oportunidade foram lançados dois grandes livros sobre o teatro cearense, sendo eles: História do Teatro Cearense e Quem é Quem no Teatro Cearense.

Teatro Antonieta Noronha – 1ª Temporada

A temporada acontecerá em Maio no dia 27 e em Junho nos dias 03, 10, 17 e 24, sempre aos sábados sempre às 19h.

 

ELENCO POR ORDEM DE ENTRADA EM CENA: 

Pedro………………………………………………….. Antonio Davi
Diretor…………………………………………………….. Jorge Cesar
Ator (Sergio)…………………………………………. Pedro Ulisses
Empresário……………………………………………………. Pedro Manoel
Prima Donna………………………………………….. Aluísio Vieira
Candidata 1…………………………………………………. Raquel Damali
Candidata 2…………………………………………………. Geovana Martan
Candidata 3…………………………………………………. Fernanda Celi
Autor Tiago Araujo Pinto

 

TÉCNICA: 

Figurino Feminos ……………………………………….. Patricia Bastos
Coreografia………………………………………………… Geovana Martan
Fotografia……………………………………………. Isabelle de Morais e Gê Jota
Iluminação………………………………………………. Alexandre Santos
Cenario……………………………………………. N.N
Cartaz……………………………………………… Gilberlanio Rios
Direção…………………………………………………… Marcelo Farias Costas

 

CIA. DIONISYOS

O Grupo Teatral Aprendizes de Dionisyos foi oficialmente fundado em 18 de maio de 1992. Nasceu na Escola Técnica Federal do Ceará, como extensão da oficina de teatro, formado por seus alunos e complementado por membros da comunidade. Um grupo composto de jovens, com idades que variam de 15 a 20 anos, constantemente em renovação. Aprendizes foi o primeiro nome da ETFCE (Escola de Aprendizes e Artífice) e Dionisyos, o deus grego do teatro. Aprendizes também traduz a modéstia do iniciante, o desejo do amador (aquele que ama) em dominar a linguagem cênica.

Em 2014, o grupo adquire o nome de Cia. Dionysios e, ainda sobre a batuta de Marcelo Costa, montou a peça Os Piratas, de Carlos Câmara. A montagem era a fase final do doutorado de Marcelo Costa sobre a obra de Carlos Câmara, cujo trabalho de conclusão era intitulado Era uma vez uma Grêmio: O Teatro musical de Carlos Câmara e a construção do Teatro Cearense. Esta foi a segunda montagem da peça Os Piratas aqui no Ceará. A primeira foi montada pelo próprio autor em 1923.

Em 2015, o grupo montou o espetáculo Clássico Rei, de Jorge Ritchie, com direção de Marcelo Costa.

E é através desta grande trajetória que a Cia. Dionysios revisita a obra teatral Mãe, de José de Alencar, com o intuito de apresentar à cidade um texto escrito em 1860, que aborda a questão da escravidão e suas consequências para uma sociedade que não estava preparada para inserir e aceitar a diversidade cultural e de etnia no Brasil antes da Lei Áurea e depois da proibição de tráfico de escravos.

O tema escravidão ainda é motivo especulação e preconceito por parte da sociedade brasileira. Há uma herança forte deixada pelo tráfico de escravos trazidos da África para trabalhar como animais em fazendas de grande plantação de senhores feudais. Com a grande pressão por parte da Inglaterra, que se beneficiaria com venda de equipamentos para a chamada revolução industrial, a escravidão foi abolida no Brasil pela Lei Áurea em 1888, e os escravos/negros jogados a sua própria sorte.

 

O AUTOR

José Maria Monteiro (Campos dos Goytacazes RJ 1923 – Rio de Janeiro RJ 2010). Diretor e ator. Encena os espetáculos de estréia do Teatro Duse e da Companhia Dramática Nacional. Em sua carreira opta, sempre que possível, por autores nacionais, sendo conhecido pela ênfase cômica de suas direções.

Estréia como ator protagonizando O Filho Pródigo, de Lucio Cardoso (1913 – 1968), 1947, com o Teatro Experimental do Negro, TEN, sob a direção de Tomás Santa Rosa, contracenando com Ruth de Souza e Abdias do Nascimento. Em seguida trabalha na companhia de Maria Della Costa, o Teatro Popular de Arte, TPA, sob a direção de Itália Fausta, em A Prostituta Respeitosa, de Jean-Paul Sartre, 1948. No ano seguinte, atua em O Pai, de August Strindberg, com direção de Esther Leão, no Teatro Universitário, TU. 

Em sua primeira experiência como diretor, encena um texto de sua autoria, Abertura de Um Testamento, com um grupo amador, Os Quixotes, fundado no Serviço Nacional de Teatro, SNT, e voltado para peças em um ato de autores nacionais, em 1951. No mesmo ano, a ausência de diretores o leva a encenar o projeto seguinte, As Desencantadas e Antes do Grande Momento, dois textos de Péricles Leal, o fundador do grupo. Se essas experiências merecem pouca atenção do público e da crítica, conferem-lhe o convite, de Paschoal Carlos Magno, para dirigir o primeiro espetáculo do Teatro Duse, João sem Terra, de Hermilo Borba Filho, 1952. Em 1953, quando é fundada a Companhia Dramática Nacional, CDN, segunda tentativa do SNT de criar um conjunto oficial e subvencionado, José Maria Monteiro dirige o espetáculo de estréia com a primeira encenação de A Falecida, de Nelson Rodrigues. Pelo trabalho recebe o Prêmio da Associação Brasileira de Críticos Teatrais, ABCT. No texto do programa, Monteiro explica a linha adotada: “Procurei, na direção, seguir o processo mais simples. Dei aos personagens de farsa a linha de farsa. Aos tipos reais, que na linguagem dramática do autor se chamariam ‘quotidianos’, a linha realista. Zulmira, ora uma figura real, ora um personagem-lenda, doente na realidade, mas fascinada pela idéia de morte, se dilui no meio de toda essa gente que nunca a compreendeu, inclusive o marido: é uma personagem de múltiplos aspectos, de acordo com cada situação do seu drama. O ritmo da peça com seus 3 atos violentos lembra o de uma sinfonia em seus 3 tempos: o clássico alegro, um andante ou adágio e o movimento final – presto”.1

Funda o Teatro dos Novos, em 1953, produzindo e dirigindo uma peça de um ato, inédita, de Machado de Assis (1839 – 1908), Antes da Missa. Mais tarde é convidado a remontá-la com o elenco da nova companhia oficial do SNT. Em 1954, dirige para a CDN, As Casadas Solteiras, de Martins Pena, sendo premiado como melhor diretor pela Prefeitura. Na ópera, dirige, entre outras, O Guarani, de Carlos Gomes, 1955, no Teatro Municipal.

Ainda na década de 50, dirige A Mulher do Diabo, de Pierre Aristide Breal, 1954, e Os Brasileiros em Nova York, de Pedro Bloch, 1959, com Os Artistas Unidos; Valsa de Aniversário, de Jerome Chodorov e Joseph Fields, 1957, com a companhia de Eva Todor; Um Francês em Nossas Vidas, de Noel Coward, com a companhia de Aurimar Rocha, e A Vida Não É Nossa, de Accioly Neto, com a companhia de Nicette Bruno e Paulo Goulart, ambos em 1957. Para o Teatro Nacional de Comédia, TNC, dirige um programa de duas peças, Antes da Missa, de Machado de Assis, e A Jóia, de Artur Azevedo, em 1958, e A Beata Maria do Egito, de Rachel de Queiroz, em 1959, com Glauce Rocha no papel-título. Em ambos os trabalhos, recebe críticas demolidoras, que o acusam de fazer uma direção superficial e descuidada.

Nos anos 60, atua em O Círculo de Giz Caucasiano, de Bertolt Brecht, com direção de José Renato, pelo TNC, 1963; e em Toda Nudez Será Castigada, de Nelson Rodrigues, dirigido por Ziembinski.

Além de ator e diretor, José Maria Monteiro escreve peças em um ato, como Prima Dona, O Discípulo, Abertura de Um Testamento, Casal Burguês, Juventude Coca-Cola, As Medalhas de Herói, Carnaval dos Bichos – peça infantil, e Duas Ostras no Paraíso.

O DIRETOR

Marcelo Farias Costa nasceu em Redenção (CE) no dia 1 de janeiro de 1948. É diretor e autor teatral, ator, historiador, produtor cultural e professor. Em 1963 estréia no teatro como ator no Conjunto Teatral Cearense sob direção de J. Cabral. Em 1964, ingressa no Curso de Arte Dramática da Universidade Federal do Ceará (UFC), concluindo do curso com A Prima Donna, de José Maria Monteiro. Em temporada carioca participa de peças como Senhora na Boca do Lixo, de Jorge Andrade, na Cia. Eva Todor; A Parábola da Megera Indomável na Comunidade, direção de Paulo Afonso Grisolli; e O Tesouro de Pedro Malazartes, com direção de João Bithencourt. De volta ao Ceará fez O Simpático Jeremias, na Comédia Cearense, com Haroldo Serra.

Em março 1972 funda a Cooperativa de Teatro e Artes. Nesse mesmo ano estréia como autor adaptando o cordel O Romance do Pavão Mysteriozo, encenado no Teatro Universitário, atuando também na direção. Depois viriam Orixás do Ceará de Gilmar de Carvalho, e Canção de Fogo, marcos dos anos setenta. Em 1977 dirige Castro Alves Pede Passagem, de Gianfrancesco Guarnieri, seu primeiro trabalho como diretor no Grupo Balaio, ganhando o prêmio Serviço Nacional de Teatro “Melhores do Ano” na categoria espetáculos. Nesse mesmo ano vence o III Concurso Universitário de Peças Teatrais do Serviço Nacional de Teatro, com a peça Corações Guerreiros. Em 1978 conclui o Curso de Letras da Faculdade Estadual de Filosofia da Universidade Estadual do Ceará (UECE), vindo a se especializar em Literatura Luso-Brasileira pela UFC em 1983. Em 1981 recebe Menção Honrosa do Prêmio Estado do Ceará da Secretaria de Cultura, com Latin Lover.

Dirigiu peça como Leste Oeste Side Story, de Gilmar de Carvalho; Salomé de Oscar Wilde; Édipo Rei de Sófocles; Um Inimigo do Povo de Ibsen; Beijo no Asfalto de Nelson Rodrigues; O Santo Inquérito de Dias Gomes; A Donzela Desprezada de Eduardo Campos; A Bailarina, de Carlos Câmara; todas no Grupo Balaio. Onde também promove desde 1987, o Dia Mundial do Teatro, com a criação do Troféu Carlos Câmara e Destaques do Ano.

Como ator trabalhou com diretores como Haroldo Serra, Marcus Miranda, B. de Paiva, João Bithencourt, Paulo Afonso Grisolli, Waldemar Garcia e Ivonilson Borges, J. Cabral. Ao todo noventa espetáculos. Em 1991 assume a função de Professor da disciplina de Teatro na Escola Técnica Federal do Ceará, onde monta vários espetáculos, no grupo que fundou Aprendizes de Dionisyos, eles: Auto da Compadecida, melhor espetáculo do júri popular de Festival de Guaramiranga de 1996. Ao lado dos textos para o palco destacam-se seus livros de história do teatro cearense, entre eles História do Teatro Cearense (1972), Roteiro da Dramaturgia Cearense (1980), e Panorama do Teatro Cearense (1984), além de antologias que organizou. Foi diretor artístico e administrativo do teatro do IBEU-CE de 1995 a 2006.

Sobre Philippe Felix

Formado em Administração com especialização em Marketing, é Fundador e Diretor Geral das revistas eletrônicas NordesteVIP e VamoViajar

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